Por que alguém iria querer te atacar?
Golpista não escolhe quem tem muito dinheiro. Escolhe quem é fácil de alcançar. Esta página explica como o dinheiro sai, e mostra os bloqueios gratuitos que fecham cada caminho.
Não pedimos e não guardamos seu e-mail, seu telefone nem seu CPF.
Recebeu um link? Confira antes de digitar a senha
Conhecemos os sites de bancos e órgãos públicos mais imitados. Se o endereço não estiver na nossa lista, dizemos que não sabemos — e não saber nunca quer dizer que o site é seguro.
O que você deve fazer primeiro
Responda cinco perguntas e monte sua lista. Nenhuma delas identifica você, e nada do que você marcar sai desta página.
Sua lista, na ordem
Comece pelo primeiro. Os de cima impedem o golpe; os de baixo diminuem o prejuízo quando ele acontece — e as duas coisas não são iguais.
O que não dá para verificar no seu aparelho
Treine reconhecer um golpe
Mostramos mensagens como elas chegam de verdade. Algumas são golpe, outras são do seu banco mesmo — e saber diferenciar é o que importa, porque quem aprende que tudo é golpe para de usar o aplicativo e perde tempo na agência.
Isto é treino, não teste. Nada foi enviado a você: as mensagens estão escritas aqui. Errar faz parte.
Como o dinheiro sai
Cada um destes é um golpe que acontece todo dia no Brasil. Entender o caminho é o que permite reconhecer no momento — e o momento costuma ser rápido.
Roubam seu celular desbloqueado e esvaziam sua conta
Como começa: O aparelho é levado enquanto você está usando, com a tela aberta.
- Como a tela está desbloqueada, o ladrão não precisa de senha nenhuma para começar.
- Ele abre os aplicativos de banco. Muitos ficam abertos ou pedem só uma digital que já foi usada há pouco.
- Faz Pix para contas de terceiros e tenta empréstimo no seu nome, que cai na conta e sai em seguida.
- Tira seu chip e coloca em outro telefone para receber os códigos de confirmação.
O que se perde: O saldo, o limite do cartão e, com frequência, um empréstimo que você vai descobrir depois.
Quem corre mais risco: Qualquer pessoa que use o celular na rua.
Bloqueio de tela não impede o roubo -- impede que o aparelho seja usado. Se ele for levado desbloqueado, o que vale é o limite baixo e a rapidez do bloqueio.
Este golpe deixa de funcionar com: Bloqueio de tela e do chip; Proteção de Dispositivo Roubado
Um aplicativo lê sua senha do banco enquanto você digita
Como começa: Você instala um aplicativo -- muitas vezes por um link de mensagem -- e ele pede permissão de acessibilidade para funcionar.
- A permissão de acessibilidade existe para leitores de tela, e dá ao aplicativo o direito de ver tudo que aparece e tocar por você.
- Ele fica quieto até você abrir o banco.
- Aí lê sua senha enquanto você digita, ou mostra uma tela falsa por cima da verdadeira.
- Com a senha, faz Pix sozinho -- às vezes com o celular na sua mão, de madrugada.
O que se perde: Tudo que a conta permitir movimentar, sem você tocar em nada.
Quem corre mais risco: Quem instala aplicativo fora da loja oficial, ou clica em link de mensagem.
Só o Android tem esse risco dessa forma. Aplicativos de acessibilidade de verdade precisam da permissão -- o problema é dá-la a quem não é.
Este golpe deixa de funcionar com: Revisar quem tem permissão de acessibilidade
Aparece um empréstimo descontado da sua aposentadoria
Como começa: Alguém com seus dados contrata um consignado em seu nome. Não precisa da sua senha, nem do seu celular.
- O empréstimo consignado é descontado direto do benefício, antes de você receber.
- O dinheiro cai numa conta que não é a sua, ou numa conta aberta no seu nome sem você saber.
- Você só descobre quando o valor do benefício vem menor.
- Desfazer leva meses, e enquanto isso o desconto continua.
O que se perde: Uma parcela por mês, por anos, de um dinheiro que você não recebeu.
Quem corre mais risco: Aposentados e pensionistas do INSS. É o golpe que mais tira dinheiro de idoso no Brasil.
Desde abril de 2026 cada contratação nova trava sozinha e só libera por reconhecimento facial no Meu INSS -- mas o bloqueio preventivo continua sendo o que evita a dor de cabeça inteira.
Este golpe deixa de funcionar com: Bloqueio de empréstimo consignado
Abrem conta e chave Pix no seu nome
Como começa: Seus dados vazam ou são obtidos, e alguém abre conta com eles.
- A conta nova recebe dinheiro de vítimas de golpe.
- Para quem foi enganado, quem recebeu foi você.
- Seu CPF entra em boletim de ocorrência e em processo.
- Você descobre quando é procurado, ou quando tenta abrir uma conta de verdade.
O que se perde: Não é dinheiro seu que sai -- é seu nome que entra numa investigação, e tirar de lá dá trabalho.
Quem corre mais risco: Qualquer pessoa. Vazamento de dado cadastral no Brasil é abundante.
Este golpe deixa de funcionar com: Bloqueio de novas chaves Pix e contas no seu CPF
Pedem dinheiro à sua família pelo seu WhatsApp
Como começa: Você recebe um código por SMS que não pediu, e alguém liga dizendo que precisa dele.
- Com o código, o golpista instala o seu WhatsApp no aparelho dele.
- Ele tem suas conversas, sua foto e sua lista de contatos.
- Manda mensagem para sua família e seus amigos pedindo um Pix urgente.
- Quem paga é quem confia em você.
O que se perde: O dinheiro sai do bolso de quem gosta de você, e a vergonha fica com você.
Quem corre mais risco: Quem tem muitos contatos e família em outra cidade.
Nenhuma empresa liga pedindo código recebido por SMS. Nenhuma.
Este golpe deixa de funcionar com: PIN de seis dígitos no WhatsApp
Uma senha antiga sua abre uma conta de hoje
Como começa: Um site onde você se cadastrou há anos foi invadido, e sua senha saiu de lá.
- A senha entra em listas que circulam e são testadas automaticamente.
- Se você repetiu essa senha em outro lugar, ela abre lá também.
- O e-mail costuma ser o primeiro alvo, porque por ele se recupera todo o resto.
O que se perde: Depende do que a senha abre. Se abrir o e-mail, abre quase tudo.
Quem corre mais risco: Quem usa a mesma senha em mais de um lugar.
Senha vazada há dez anos vale menos que uma de ano passado, mas não vale zero: as listas são cumulativas e o reuso é teimoso. A verificação em duas etapas fecha o caminho mesmo com a senha na mão do outro; trocar a senha sozinho não fecha, porque o vazamento seguinte recomeça tudo.
Este golpe deixa de funcionar com: Verificação em duas etapas no seu e-mail
Ligam dizendo que é do seu banco e você mesmo transfere
Como começa: Ligam, sabem seu nome, os últimos dígitos do seu cartão, às vezes uma compra recente.
- Dizem que houve uma compra suspeita e que precisam confirmar.
- Pedem para você não desligar, e ligam de novo do número verdadeiro do banco -- a linha continua com eles.
- Orientam você a transferir para uma 'conta segura', ou a entregar o cartão a um portador.
- Você mesmo autoriza. Por isso o banco resiste a devolver.
O que se perde: O que você transferir, e o que estiver no cartão entregue.
Quem corre mais risco: Idosos, por serem procurados de propósito, e qualquer pessoa cansada ou com pressa.
Nenhum controle técnico fecha este caminho, porque é você quem autoriza. O que protege é saber que banco nenhum pede transferência por telefone -- e desligar e ligar você mesmo, de outro aparelho.
Nenhuma configuração impede este
Um site quase igual ao do seu banco fica com sua senha
Como começa: Um link por mensagem, ou um resultado patrocinado na busca.
- O endereço é parecido: uma letra trocada, um hífen a mais.
- A página é uma cópia, e o cadeado do navegador aparece igual -- ele diz que a conexão é protegida, não que o site é o verdadeiro.
- Você digita agência, conta e senha, e entrega tudo.
O que se perde: O acesso à sua conta, e o tempo até você perceber.
Quem corre mais risco: Quem entra no banco por link em vez do aplicativo.
O cadeado não garante que o site é legítimo. Qualquer um consegue um.
Nenhuma configuração impede este
Onde ativar cada bloqueio
Celular Seguro
Se o celular for roubado, bloqueia a linha e os aplicativos de banco do aparelho de uma vez só.
O aviso vai direto para as operadoras e os bancos ao mesmo tempo. Sem ele, você liga para um de cada vez -- e é nos primeiros minutos que o dinheiro sai.
- Entre em celularseguro.mj.gov.br com sua conta gov.br.
- Cadastre o número do seu celular e o IMEI (digite *#06# no aparelho).
- Cadastre uma pessoa de confiança: ela pode avisar por você se você estiver sem o celular.
Quem opera: governo federal. Gratuito.
Bloqueio de novas chaves Pix e contas no seu CPF
Impede que alguém abra conta ou chave Pix no seu nome sem você liberar antes.
Golpista que usa seu CPF precisa de uma conta nova para receber. Com o bloqueio, ele não consegue criar -- e as chaves que você já tem continuam funcionando normalmente.
- Entre em registrato.bcb.gov.br com sua conta gov.br (nível prata ou ouro).
- Ative o bloqueio de abertura de novas contas e chaves Pix.
- Se precisar abrir uma conta um dia, você mesmo desbloqueia antes.
Quem opera: Banco Central. Gratuito.
Conferir o que existe no seu CPF
Mostra todas as contas, dívidas, empréstimos e chaves Pix registrados no seu CPF, em todos os bancos.
É o único lugar que junta tudo. Se alguém abriu conta ou pegou empréstimo no seu nome, aparece aqui -- e quanto antes você vir, mais fácil é desfazer.
- Entre em registrato.bcb.gov.br com sua conta gov.br.
- Peça os relatórios de Relacionamentos (CCS), Empréstimos (SCR) e Chaves Pix.
- Confira se reconhece tudo. O que não reconhecer, conteste no banco que aparece e registre no Banco Central.
Quem opera: Banco Central. Gratuito.
Bloqueio de empréstimo consignado
Impede que qualquer banco desconte empréstimo novo da sua aposentadoria ou pensão.
O golpe do consignado não precisa da sua senha: o banco desconta direto do benefício. Com o bloqueio ativo, nenhuma instituição consegue incluir desconto novo sem você liberar antes.
- Abra o aplicativo Meu INSS ou ligue 135.
- Procure "Bloquear/Desbloquear Benefício para Empréstimo Consignado".
- Ative o bloqueio.
Quem opera: INSS. Gratuito.
Limite de Pix e Pix noturno
Reduz o quanto pode sair da sua conta de uma vez, e à noite.
Quem rouba um celular desbloqueado tem pressa. Um limite baixo transforma um prejuízo grande num prejuízo pequeno, e aumentar o limite demora horas -- tempo que você tem para bloquear.
- No aplicativo do banco, procure Limites ou Pix.
- Reduza o limite por transação e o limite diário para o que você realmente usa.
- Reduza também o limite do período noturno (20h às 6h).
- Faça isso em cada banco que você usa.
Quem opera: seu banco. Gratuito.
Revisar quem tem permissão de acessibilidade
Tira dos aplicativos a permissão que deixa eles lerem e mexerem na sua tela.
Essa permissão existe para quem precisa de leitor de tela, e dá controle quase total do aparelho. É por ela que os vírus de banco brasileiros funcionam: leem sua senha enquanto você digita e fazem o Pix sozinhos. Só aplicativos de acessibilidade de verdade precisam dela.
- No Android: Configurações, Acessibilidade, Aplicativos instalados.
- Desative tudo que você não reconhece ou não usa como leitor de tela.
- Desconfie de qualquer aplicativo que peça essa permissão para funcionar sem ser de acessibilidade.
Quem opera: seu aparelho. Gratuito.
Proteção de Dispositivo Roubado
Faz o código de desbloqueio não bastar: mudanças importantes passam a exigir seu rosto e uma hora de espera.
O ladrão de iPhone no Brasil não quer o aparelho: quer o código. Ele observa você digitando, ou pede. Com esta proteção ligada, o código sozinho não troca sua senha da Apple, não desliga o Buscar iPhone e não mexe nas suas contas -- e longe de casa ainda espera uma hora, tempo que você usa para bloquear tudo.
- Ajustes, Face ID e Código (ou Touch ID e Código).
- Ative Proteção de Dispositivo Roubado.
- Em Adiamento de Segurança, escolha "Sempre" -- não apenas fora de locais conhecidos.
Quem opera: seu aparelho. Gratuito.
Bloqueio de tela e do chip
Impede que um celular roubado seja usado desbloqueado.
A maior parte do dinheiro perdido em roubo de celular sai porque o aparelho estava desbloqueado na hora. E o PIN do chip impede que o ladrão coloque seu número em outro telefone para receber os códigos de confirmação.
- Configure senha, PIN ou biometria para desbloquear a tela.
- Reduza o tempo até a tela bloquear sozinha (30 segundos).
- Ative o PIN do chip: Configurações, Segurança, Bloqueio do cartão SIM.
- Desative a visualização de mensagens na tela bloqueada -- é onde chegam os códigos.
Quem opera: seu aparelho. Gratuito.
PIN de seis dígitos no WhatsApp
Impede que alguém instale seu WhatsApp em outro aparelho.
Para clonar seu WhatsApp, o golpista precisa do código que chega por SMS. Com o PIN ativo, o código sozinho não basta -- e é com a sua conta que ele pede dinheiro para a sua família.
- WhatsApp, Configurações, Conta, Confirmação em duas etapas.
- Ative e escolha um PIN de seis dígitos que você lembre.
- Cadastre um e-mail de recuperação.
Quem opera: o aplicativo. Gratuito.
Verificação em duas etapas no seu e-mail
Impede que alguém entre no seu e-mail mesmo sabendo a sua senha.
O e-mail é a chave de tudo: é por ele que se recupera a senha do banco, da loja, da rede social. Quem entra no seu e-mail não precisa descobrir mais nenhuma senha -- pede todas de volta.
- No Gmail: conta Google, Segurança, Verificação em duas etapas.
- No iPhone: Ajustes, seu nome, Senha e Segurança, Autenticação de dois fatores.
- Prefira o aplicativo autenticador ou a chave de acesso à confirmação por SMS, que pode ser interceptada.
Quem opera: o aplicativo. Gratuito.
Nenhum destes bloqueios é nosso: todos são do governo, do Banco Central, do seu banco ou do seu aparelho. Continuam funcionando mesmo que o Thymu deixe de existir, e é de propósito que seja assim.
Conteúdo conferido em 2026-09-23. As regras mudam — se você encontrar algo diferente do descrito aqui, confie no que o site oficial diz.